Questões de Campo
semana 2

A forma das plantas se governarem é mais democrática que a dos seres humanos?

“a flower turns to the light with much greater certainty than does a human being”
A.N Whitehead

fb-share-icon
  1. de·mo·cra·ci·a
    (grego demokratía, -as, governo do povo)
    substantivo feminino
    1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa ou indirectamente.
    2. Partido democrático.
    3. O povo (em oposição a aristocracia).
    Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020,

    Debato-me sobre como fazer a transição entre “Governo em que o povo exerce a soberania” e a flora governada por um variado leque de constituintes – plantas, fungos, árvores etc…, Digamos que existem parecenças de igual forma como acontece na nossa sociedade, os humanos criaram inúmeros trabalhos, modificaram os territórios, estão estratificados em várias classes sociais. As plantas por outro lado, têm todas uma função estabelecidade ao longo da historia mundial, modificaram e sendimentaram-se em territórios constituindo e caracterizando-os aos nossos olhos, o “reino” das plantas não possuindo a discrepância financeira ao longo das classes sociais, possui antes aos nossos olhos uma ordenação, que a compõe, escalando desde as algas e briófitos até aos carvalhos e os gingkos. Apesas das discrepâncias entre classes sociais, mantemos aquilo que é a sociedade. As plantas mantêm o seu “reino”, todas estão ali para uma estabilidade. Para um climax.

  2. Primeiramente, gostava só de deixar uma nota na questão da autoridade. Para que as plantas se governem democraticamente é necessário que haja uma qualquer entidade superior. Será que a forma das relações de interdependência estabelecidas formam esta espécie de Governo descentralizado, ao qual quase lhe retiramos essa forma de expressão? Se sim, isso talvez possa explicar muito, relativamente à forma como as sociedades humanas se encontram tão longe de um equilíbrio natural, e por natural defino: próprio da sua essência.
    Com isto dito, gostava de desmistificar o sentido de democracia. Se é o povo, porquê um Estado centralizado onde as únicas decisões tomadas pelo povo são a de votar no partido, onde se elege um partido da maioria, ou algo próximo dela, para que esta maioria esqueça a pressão do que é tomar decisões, afogue minorias discretamente e em em ocasiões bastante especiais, aparentemente, exigir referendos, como pequenas rebeliões.

  3. Um post e uma imagem interessantes. De Humboldt e do seu ajudante Bonpland.
    O prussiano Humboldt foi pioneiro no desenvolvimento da noção de séries de vegetação e da sua relação com os elementos do meio e estabelecendo os correspondentes andares hipsométricos baseando-se na cuidadosa medição da pressão atmosférica, interpretando o mundo natural como um todo unificado e animado por forças interactivas.

    Como pode ser apreciado na obra de Daniel Kehlmann com o sugestivo título Measuring the World, estimulou vários cientistas e pensadores, tanto na Europa como na América do Norte, como Charles Darwin, assim como, impulsionou a criação de uma importante escola sobre o estudo da vegetação, a Escola de Flahault, na Alemanha. Uma vez mais, a Alemanha (também), no auge do Iluminismo, pioneira nos desenvolvimentos relacionados com a compreensão e percepção da natureza.

    As áreas de estudo e análise envolvidas são amplas e complexas.

    A reflexão acerca da existência de uma similitude entre as relações ecológicos e as relações sociais humanas foram abordados por vários filósofos, como Rousseau, Kant, ou Marx, que se cruza com ideologias e movimentos culturais e políticos da época.

    (…)

    1. “Cofundir el Amazonas con Agüa Panela”

      Acabo de leer un par de textos sobre “Cuestiones del campo” (semana 2), y me he detenido en el comentario del 13 de abril. Después de leer el texto, decidí compartir mi voluntad por despreparar la certeza de quienes ven en Humboldt una imagen de un viajero que reveló al “mundo (europeo)” al igual que al “mundo (colonizado)”, como a los otros mundos (el esclavizado, el racializado o exterminado) …y en su defecto todos los mundos catequizados por el bien de la corona española, portuguesa, francesa, alemana, inglesa, holandesa…. la complejidad de la naturaleza en cada uno de sus contextos, a través de una ciencia unificadora. Si bien entiendo que hay poco tiempo para dedicarse a una lectura sesuda de un comentario de artista, sobre otros comentarios de artistas (alegorías de la ignorancia, o patrañas de la ignominia vuelta poesía de la “naturaleza excelsa y pura”), propongo simple y llanamente, sin ánimo de ofender ni convencer a nadie de ustedes, buscar diferentes referentes sobre la historia de la botánica (no colonizadora) si de alguna manera es posible; a fin de cuentas toda ciencia moderna esconde o defiende en su estandarte, la viva imagen de la moderna desigualdad en las tradiciones de los conocimientos múltiples y no científicos.

      Daré una sugerencia para el día de hoy, sin desconocer la importancia de Humboldt, pero reduciendo el tamaño de su poltrona figura, y agregando un poco de veneno (curare para quienes buscan precisión) para que se perciba que no hay mas personas ingenuas que quienes figuran entre las ciencias, y creen que en ellas encontrarán la certeza de un “Punto neutro” objetivo romantizado. La capacidad integral del barón Alexander Von Humboldt constituyó una forma de comprender el mundo, para continuar el sistema de estandarización de las tradiciones locales y en su destrucción paulatina (o transformación obligatoria), rebatiendo no solo su valor por la “falta” de neutralidad y objetividad científica sino desconociendo su importancia dentro de formas paralelas e igual de esenciales para el conocimiento del territorio local.

      Con poco amor y mucho ánimo de proponer el debate, sugiero beber un poco del conocimiento y experiencia de las tradiciones indígenas de Abel Rodríguez, conocedor de su tierra y mundo, sin ningún interés globalizante de imponer su visión de las plantas sobre lugares y personas que difieren o tienen formas de pensamiento distintas. También propongo probar un poquito de las tan revisitadas (a veces en demasía) exposiciones del consabido Jaime Borja y Alejandro Restrepo; sugiero específicamente, aunque marcando ciertas distancias y discrepancias, la exposición “Habeas Corpus”, una propuesta de crítica a la visión del conocimiento europeo religioso y científico impuesto en las tradiciones latinoamericanas. O si les interesa alguna propuesta mas cercana a nuestro año y relativa al conocimiento botánico y erudito europeo en Latinoamérica, la exposición realizada por Halim Badawi, “La naturaleza de las cosas: Humboldt, idas y venidas”, presentada durante el bicentenario de nuestro reconocido barón prusiano de alta alcurnia.

      Para terminar propongo desconfiar
      de la tan nombrada democracia.

  4. É interessante tentar imaginar os ‘governos’ das plantas ou tentar encontrar na botânica a forma natural de organização das várias espécies..fui pesquisar mais sobre isso, na parte da botânica mas.. é muito extenso e requer mais do que poucos minutos de estudo para conseguir ter um pensamento mais profundo sobre e falar sobre, o qual não estou capaz.. no entanto lembrei-me que, há alguns meses, li que as Sequóias não param de crescer até algo exterior as destruir, assim tipo… ação humana …
    Bom, li também que, as gigantes, na temporada de crescimento, diariamente necessitam de cerca 3.000L de água para se sustentarem. Apesar de tirarem do solo estes 3.000L de água e nutrientes, proporcionam-lhe condições mais favoráveis para abrigar outros seres, vegetais e não vegetais. Lá em baixo o pH é melhor, tem mais nitrogénio, mais cálcio, magnésio, fósforo, ect. No seu próprio sistema de crescimento, ela recebe x e mais e em troca dá x, y, z e mais.
    Fazem-me pensar que ser ‘imortal’, ser ancião da floresta, requer um tipo de sabedoria que o ser humano em alguns momentos também conhece – a organização e as vivências de alguns povos indígenas, por exemplo, na Amazónia, são muito interessantes de conhecer por esse motivo – são exemplos de uma simbiose natural|social dentro desse contexto, e estou neste caso a falar da relação com a natureza e não entre si, indivíduos.
    À parte deste e de outros grupos de seres humanos, ser maior, ser gigante – dentro da nossa sociedade – significa uma outra coisa que nada tem a ver com o ‘tornar a terra mais fértil’ ou criar laços de respeito, harmonia e proteção com a floresta irmã. Na sociedade em que vivo, vejo o capitalismo a romper com o natural e a entranhar-se como o modo obrigatório de ver, pensar e fazer… tudo. Acho portanto que vivo numa democracia construída numa base, pouco democrática, na verdade. Esta democracia não inclui, sequer, a preocupação com os outros seres vivos e a nossa casa. E como pode uma democracia existir, se não estamos a considerar as outras organizações, as outras formas de viver no mesmo planeta, todas as minorias, todas as nossas responsabilidades e considerar os direitos dos outros? Talvez as decisões estejam a ser tomadas, discutidas em parlamentos onde o betão ou a pedra, que o explorado colocou, não esteja a deixar entrar o oxigénio na medida certa para o cérebro dos governadores funcionar direito, ou talvez quem lhes deu voz, tenha de falar muito mais alto, ou de outra forma para ser ouvido.

    Acho que a forma das plantas se governarem pode ser democrática, tanto quanto a da humanidade pode ser … no que diz respeito às simbioses e viver em colaboração, mas acho que existem ‘humanidades’ que se desviam de tal forma desta possível simbiose e de forma tão desprezível que nos colocamos com demasiada regularidade no lugar de praga.. daquelas pragas que matam uma gigante Sequóia… basta usarmos um pouco da futilidade que o capitalismo nos ensina.

    Se a nossa democracia não interferir, já será um passo grande para preservar os outros tantos sistemas ‘democráticos’ que existem. Em todo o caso, as plantas não precisam de pensar sobre a democracia, já nós estamos em boa altura para reconhecer o total falhanço da nossa. (não aprendemos a morrer… e também não aprendemos a deixar a vida dos outros fluir)

Responder a João Carvalho Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado.